diy cortar cano de bota
dom
05/01
2014

DIY Cortar cano da bota

O que aconteceu com aquelas botas de montaria que tanto usamos nos últimos anos? Saturação total. Não só as de montaria, mas as de cano alto de couro em geral, pretas e marrons. Por cima da calça jeans (principalmente), com meia calça, com sainha ou vestido… Ninguém alguenta mais e precisamos dar uma desintoxicada forte para podermos voltar a usá-las sem problemas – por que o modelo é um clássico, não vai sumir de vez- daqui alguns anos.

Se você é como eu e não pretende se desfazer dela, muito menos esperar alguns anos pra voltar a calçar as benditas, corre e pega a tesoura. Obs: requer coragem.



Eu devo ter ficado um ano sem tirar a essa bota do armário e, desde que fiz a transformação virou a peça que eu mais uso. Viajei, trabalhei, fui pra balada, pra casa dos meninos, pro bar, pro parque e até pra praia com ela. Pode perguntar pros meus amigos.

Vale lembrar que a intenção é criar uma peça destruída e esculhambada mesmo. A inspiração é o boho, então não precisa se preocupar com o acabamento do corte e do zíper. Inclusive o zíper do meu lado direito sumiu e eu nem liguei ;P

Dá para usar de um milhão de jeitos diferentes, é claro. algumas ideinhas:

cortar bota de cano alto

Update – Fiz esse tutorial alguns anos atrás. Cortei outra bota recentemente, só que preta. É a do vídeo no início do post. Adorei como ficou, tipo um coturno, ou uma moto boot. To sando ela toooooda hora!!

cortar cano de bota

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sex
03/01
2014

DIY Estampa feita com carimbo de maçã

A dica de DIY é legal para dar uma cara mais fun para peças sem graça, ou pra disfarçar manchinas de água sanitária que as vezes estragam nossas roupas. Mas com certeza vale mais pela diversão de fazer do que por qualquer outra coisa :)

A ideia eu tirei há muitos anos desse livro de artesanato que apareceu na foto anterior, que eu herdei da minha vó Zélia. Eu tenho um amor tão grande por esse livro que acho que sei ele de cor.

É um livro muito útil, vou adaptar algumas ideias dele para futuros posts. Lá eles sugerem fazer o carimbo com batata, mas hoje só tinha maçã aqui em casa, então iremos de carimbo de maçã mesmo.

Como fazer? Simples. Com muito cuidado, você corta a maçã, batata ou leguminosa de sua preferência no formato que vc quer. Esculpa (!) bonitinho e você terá o que eu batizei carinhosamente de iStamp (carimbinho de maçã).

Dica: formatos quadrados são mais fáceis. Acho que um robozinho deve ficar fofo, eu, porém, fiz um zigzag.

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O plano era fazer uma barra tribal pra calça, que foi cortada e transformada em uma bermudinha. Também fiz a versão “Coraçõezinhos pixelados na neve”:

Sinta-se livre para viajar!

Ideia DIY número dois, com a mesma peça:  tirar os bolsos da calça e transformar em uma mini bolsinha. Eu comecei a fazer isso há uns anos porque algumas calças baratinhas que eu comprava vinham com os bolsos enfeitados e costurados com linha prateada – um horror – então eu arrancava eles fora e guardava, porque, vai que né? Para aproveitá-los comecei a fazer bolsinhas porta-treco.

Semana que vem tem mais!

Beijos!

diy porta bijuteria
qua
01/01
2014

DIY Porta bijú com quadro, roupa velha e pote de esmalte

DIY novinho em folha!

Amigos, no ano passado fiz uma promessa de que, se algo acontecesse, eu passaria o 2012 inteiro usando só esmaltes azuis. Abri uma pequena exceção pra cores neutras e dourados, mas só.

Já que meu pedido se realizou, eu tenho seguido a promessa à risca desde janeiro, e nessa acabei perdendo vários potes de esmalte, que endureceram, secaram, se foram…

Eu queria fazer algo pra aproveitar os recipientes, mas algo que REALMENTE fosse útil pra mim, porque tralha acumulada em casa traz energia negativa – eu acho. Então acabei inventando um porta-trecos e usando ele pra pendurar colares e afins. Virou um projeto DIY que hoje eu ensino pra vocês aqui :)

Foi fácil e super divertido fazer e eu não gastei um centavo.
E ficou uma gracinha… vejam se concordam.

Primeiro eu peguei um quadro que tava sem uso porque  a moldura arranhou e porque eu enjoei dele. Forrei tranquilamente com fita dupla-face, “moldando”o tecido nos contornos do quadro. O tecido que eu escolhi foi uma antiga blusa de chita estampada, que é fácil pra modelar e tem imagens lindas (recomendo).

Depois de usar metade da blusa pra forrar o quadro, rasguei tiras pra forrar os potinhos de esmalte.

Vejam abaixo o passo a passo!

diy porta bijuteria pendurar colares com pote de esmalte velho

Dica importante: Na hora de colar os potes, não economize na cola quente, e segure bem firme contra a moldura pra garantir que fixe bem.

Eu amei o resultado! Vou fazer outros, usando tecidos diferentes em uma mesma peça, que eu acho que vai ser muito legal…

Espero que tenham gostado deste DIY.
ps. o esmalte que eu estou usando nas fotos é o carbono (colorama) + azul hortência (risquè).

beijos! Lu.

glauco rodrigues obras arte brasileira
ter
05/03
2013

Glauco Rodrigues, mestre da arte do que estiver à mão

Vou tentar explicar sem muita enrolação minhas percepções sobre a mostra “O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues” que tá na Caixa Cultural até dia 21 de agosto. Longe de mim tentar bancar a crítica de arte. Não tenho formação em arte e muito menos cacife para fazer uma critica à obra de um dos artistas mais importantes da arte moderna brasileira. Mas a arte gráfica faz parte também do meu universo, é a minha profissão e algo que eu gosto pra caramba. Então vamos lá.

O malandro

O malandro

A exposição em si não tinha frescuras nem invenções de moda. Ponto pra eles. O foco eram as 100 obras originais do Glauco Rodrigues expostas ali, que incluiam pinturas, ilustrações, litografias, linoleogravuras, litografias, posteres… o que mais esse cara fez? Já que você perguntou, ele fez cenografia, capas de livros, revistas e discos, vinhetas para televisão, murais, entre muitas outras coisas.

Essencialmente, Glauco Rodrigues foi mestre das artes gráficas. Sob o ponto de vista poético, achei sensacional a definição que Luis Fernando Verissimo fez do ofício do amigo (texto no finalzinho do post). Na teoria, as artes gráficas englobam técnicas artísticas que envolvem impressão e reprodução das peças. Em muitos casos, como em alguns trabalhos do próprio Glauco, as imagens vem acompanhadas de textos, seja para estampar a capa de um livro, o conteúdo de uma matéria, um poster de filme. Hoje em dia, como não poderia ser diferente, e eu acho que eu posso afirmar isto com segurança, quase toda arte gráfica produzida no mundo é criada digitalmente. O famosíssimo e banalizadíssimo Design Gráfico.

Eu queria ficar horas, dias escrevendo sobre cada detalhe de cada obra, mas acho que vale mais a pena cada um ir lá conferir. Entre os blocos (as obras estavam divididas assim) me apaixonei pelo “Tipos brasileiros”  e o bloco de serigrafias dos pampas gaúchos. A série ‘Guia Turístico e Histórico do Rio de janeiro’ é a mais badalada e não é a toa não. As serigrafias são bem legais mesmo, e ele parece que faz mágica na combinação das cores. Agora, de tirar o chapéu MESMO, na minha humilde e tendenciosa opinião, são as capas que o Glauco fez para a revista Senhor a partir de 1959. São ilustras geniais, inesperadas, únicas, cheias de personalidade, e principalmente, feitas à mão. Algo que eu consideraria extraordinário de se ver em uma banca hoje em dia.

Consigo ver o Glauco como Diretor de Arte de uma mega agência publicitária do Rio, ou de Porto Alegre. O talento e a visão do cara são muito evidentes, as obras são gostosas de se ver, elas tem vida. Mas me chamou atenção aquilo que vai além do estético. O encantamento que elas provocam, o apelo quase comercial daquelas imagens que te deixam intrigado e fascinado, a fim de mergulhar naquelas cores e naquelas formas.

Glauco Rodrigues

Eu queria saber o segredo para se fazer de clichês, obras tão surpreendentes. Acho que voce precisa saber muito bem do que está falando, sentir aquilo na pele. Precisa ter o assunto tão enraizado dentro de voce que por mais técnica que se aprenda e se pratique, ou materiais que se explore, por mais diferentes que sejam os traços e cores, elas acabam todas tendo uma mesma alma, uma mesma verdade.

“Pedra. Madeira. Linóleo. Metal. Nada disto é tela, mas tudo vira tela nas mãos do artista gráfico.

Se a pintura é um mergulho, a arte gráfica é a arte das superfícies. A arte do que estiver à mão. 

A arte gráfica não discrimina o que a contem. Folheto. Poster. Programa. Capa. Ilustração. Seja para o que for que se destina, é arte.

Pampa. Brasil colonial. Brasil um minuto antes da descoberta misturado com o Brasil de agora. Nossas cores e nossas sombras. São Sebastião e a moça de bikini, nosso martírio e nossa redenção embaixo do mesmo sol. Num flagrante ou numa composição, o Brasil de todas as evocações e paradoxos.

E acima de tudo, a técnica do Glauco. O seu admirável saber fazer, em qualquer superfície. Ninguém como ele combinou sensualidade e rigor artesanal e fez um retrato tão preciso deste carnaval.

Na sua obra gráfica como na sua pintura, o Glauco nunca deixou de dizer: que país curioso este nosso, e que país bonito.

Luis Fernando Verissimo

glauco rodrigues obras arte brasileira

sáb
17/11
2012

Realidades incontestáveis sobre a sua cabeça

dor de cabeça

Você tem dor de cabeça? Crônica? Praticamente todos os dias? Eu tenho. Na minha última crise eu fiquei pensando sobre o que as pessoas devem pensar quando eu tento explicar o quanto a minha cabeça doi.

Ninguém é obrigado a entender o que se passa pela sua cabeça, nem pela sua mente. Isso é só da sua conta. Também ninguém precisa te dar uma folga ou pegar mais leve com você porque sua cabeça está a mil. Isso é problema só seu. Só você sabe das suas dores. Só você tem as obrigações que você tem. Só você tem que aturar as cobranças que você atura. E só você sabe se a sua dor de cabeça é psicológica ou não.

Por falar nisso, há quem já tenha descoberto que trabalhar sob pressão Você tem dor de cabeça? Crônica? Praticamente todos os dias? Eu tenho. Na minha última crise eu fiquei pensando sobre o que as pessoas devem pensar quando eu tento explicar o quanto a minha cabeça doi.

Ninguém é obrigado a entender o que se passa pela sua cabeça, nem pela sua mente. Isso é só da sua conta. Também ninguém precisa te dar uma folga ou pegar mais leve com você porque sua cabeça está a mil. Isso é problema só seu. Só você sabe das suas dores. Só você tem as obrigações que você tem. Só você tem que aturar as cobranças que você atura.

Por falar nisso, há quem já tenha descoberto que trabalhar sob pressão leia mais

qua
10/08
2011

Estilo Ladylike

A coisa mais genial que eu li sobre o come back apoteótico do estilo ladylike foi na Estilo do mês passado (junho ’11). É verdade, vai: o que pode ser mais rebelde hoje em dia em termos estéticos do que abrir mão da liberdade, do conforto, da praticidade para encarnar um look de mocinha bem comportada? Não tínhamos mais como esculaxar o visual, não dava para ficar mais zoado e ninguém chocava mais ninguém. A Vogue Itália, só pra dar um exemplo do descontrole, fez um editorial com figurinos inspirados em men-di-gos. Isso se soma à retromania epidêmica que dominou o mundo nos últimos anos e pronto.

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As ladies originais reinaram entre as décadas de 50 e 60, até serem pisoteadas por pés descalços e cheios de lama na década seguinte. Mas foram eternas enquanto duraram. Grace Kelly, Jackie O, Audrey Hepburn e companhia inspiraram milhares de mulheres e, como foi comentado ai em cima, inspiram até hoje.

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Só para entender um pouco sobre a origem do estilo, depois da Segunda Guerra Mundial, período de reconstruir a vida e se reerguer, as pessoas acreditava que o mais natural seria que todos adotassem em todas as áreas da vida uma postura de contensão e economia. Mas é ai que entra (e nunca mais sai) Christian Dior. O que ele fez?

O New Look. E o que ele propunha? luxo, feminilidade extrema, excesso de pano, sofisticação. Ele apresentou sua coleção para a Harpers Bazaar que se encarregou de espalhar para as mulheres do mundo inteiro.

“Nós saímos de uma época de guerra, de uniformes, de mulheres-soldados, de ombros quadrados e estruturas de boxeador. Eu desenho femmes-fleurs, de ombros doces, bustos suaves, cinturas marcadas e saias que explodem em volumes e camadas. Quero construir meus vestidos, moldá-los sobre as curvas do corpo. A própria mulher definirá o contorno e o estilo.” C. Dior 1905-1957

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O Ladylike na Prática

À primeira vista, quando comecei a planejar os looks da minha semana Ladylike eu pensei: Ladylike = feminino. Mas não necessariamente. O Boho é feminino, o Country também. A Vamp então, ultra mega bláster femme fatale. O que diferencia a Ladylike é uma mulherzinha mais sofisticada, levemente formal as vezes, inclusive, com um ar de pureza ou ingenuidade. Não deixa de ser sensual, está ai a Joan Holloway (Christina Hendricks em Mad men) que não me deixa mentir. E evidentemente existem niveis de Ladyzisse. Mas no geral o jeito de se vestir da mulher ladylike é o oposto da effordless. É conservadora ao se vestir ou, no minimo faz referencias a aos clássicos ao mesmo tempo que dá a eles um toque da sua personalidade. Ela se emboneca e quer que esse embonecamento seja aparente, porque ela sente muito orgulho dele. Ela tem gestos delicados e cumpre as regras de etiqueta mais bobinhas, não por obrigação, mas por pura naturalidade (esse é o maior charme).

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O que se usa bastante é a cinturinha marcada (de preferencia bem fininha), saias bem justas tipo lápiz ou as rodadas no joelho, vestidos estruturados, terninhos justos no corpo. Calça quase nunca, mas se for o caso bem skinny.

O cabelo tem que andar sempre na linha. Pode até ser solto, mas tem que estar penteadinho. O volume no topo da cabeça também é caracteristico. Os acessórios e sapatos muitas vezes tem cara de joias da vovó. A maquiagem tem boca marcada de vermelho ou rosa, delineador nos olhos (só em cima), um blush bem definido e dá-lhe rimel!

O que não precisa é ser tudo rosa, ter uma cara infantil, ser sem graça, nem ser sério demais.

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Looks estilo Ladylike

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Vocês gostam desse estilo, meninas? Me contem ;))

qui
14/07
2011

princess grace, io ti amo e ti voglio sposare

Quase perdi a exposição que o Museu de Arte Brasileira (o famoso museu da FAAP) fez contando a vida da Grace Kelly.

Que coisa linda. De repente eu achava que estava dentro de um filme, depois eu achava que estava em um parque da Disney.

Porque ela mereceu uma exposição tão ryca? A guerreira trabalhou desde os 17 anos mesmo tendo nascido em berço de ouro. A vitoriosa se consagrou uma das maiores atrizes de todos os tempos, inclusive ganhou um Oscar. Aí então, como se tudo isso não fosse suficiente, Grace Kelly foi Princesa, daquelas com coroa e tudo. Princesa de Mônaco, caso ser princesa não baste para vocês.7a789918130b155fc201509e6eec8422

Tirei uma tarde inteira para mergulhar na vida de uma mulher que eu desconhecia totalmente. Sorte a minha! Pensei que a exposição ia ser só um lookbook da mulher, mas eu estava bem enganada, gente. Para começar os arquivos continham fotos, recortes de jornal e outros souvenirs com os quais a atriz fazia scrapbooking quando criança. Cresceu e virou uma mulher linda. Linda mesmo, impecável, perfeitinha. Durante toda a exposição esse fato chamou muito a atenção.

Bom, e lá estavam as primeiras fotos como modelo em Nova York e as cartas enviadas pela família, incluindo um bilhete dos pais desejando boa sorte na estreia de sua primeira peça de teatro. Esse bilhete especificamente me deu um puta nó na garganta. Mas eu fui forte e segui em frente.

Ela se deu bem no teatro, se destacou na tv e brilhou no cinema. Foram 11 filmes, 1 oscar, a aprovação da crítica, o carinho do púbico e, o que pode existir de mais precioso para um pessoa pública: o respeito da mídia. Grace estampou a genial capa da revista time, entre váaaarias outras.

Depois de atuar em Dial M for Murder de Alfred Hitchcock, Grace virou musa e bff do diretor. Um espaço foi todo ambientado especialmente para homenagear essa amizade. E que amizade bonita. Segundo nó na garganta. Muitas cartas e fotos dos bastidores dos 3 filmes que fizeram juntos. Na parte externa desse setor os organizadores da exposição, impecáveis do início ao fim, criaram uma fachada de casa de tijolinhos. Na verdade, era um sobrado que tinha a silhueta do master of suspense na janela de cima, o que dava, sim, um certo medinho. Way to go, Hitch.

Uma parede inteira de cartazes de filmes depois, entrei no espaço do Oscar. Luxo, né. A estatueta estava lá imponente, quietinha, de braços cruzados, do lado esquerdo do telão com imagens da premiação. Do lado direito algumas fotos do evento, ao qual grace foi acompanhada do cara que ela estava ficando, o estilista Oleg Cassini. além das fotos, um bilhete escrito à mão por Oleg: Io ti amo e ti voglio sposare. Nó na garganta number three.

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Mas não adiantou o russo querer e minhas quase-lágrimas foram em vão. Não se sabe se Grace deu ouvidos à mãe, que ameaçou se matar se a filha não rompesse com Oleg, por ele ser divorciado. O que sim, se sabe, é que Grace foi arrasar no festival de cannes de 55 e acabou esbarrando com Renier, Príncipe de Mônaco, seu futuro marido e pai de seus três filhos fofos e avô de seus não sei quantos netos deslumbrantes.

Cenas do casório, réplica do vestido, bilhetes de Renier (nessa altura eu já estava desencanando de ler bilhetes por razões óbvias). Mais glamoroso que o casamento em si era o lifestyle da princesa. Ela abriu mão da carreira e se dedicou integralmente aos filhos e ao marido, olha que amor. Fazia vídeos caseiros, organizou rolês animadíssimos com amigos célebres e anônimos nos jardins do palácio. As fotos dos 5 viajando de férias são sempre muito alegres e espontâneas, dava para ver a química que existia ali.

Kelly, de hermès. Uma das bags mais it do world.

Kelly, de hermès. Uma das bags mais it do world.

Os displays em forma de ovo que ficavam no chão e tinham interruptores para você acender a luz interna e ver as variações que a hermès fez da bolsa Kelly mereceram meu respeito. Na minha opinião, o grande destaque na seção fashion. Mas tava tudo lá, vestidos, chapéus, jóias, acessórios, croquis de grandes estilistas desenhados exclusivamente para a diva. Uma sala enorme guardava um sem fim de vestidos de festa, com pelo menos uma meia dúzia de diors e de saint laurents. Duas paredes imensas recheadas de capas de revista com a estrela real lá, sorrindo e sendo ela mesma.

Percebi que não se falaria sobre a morte trágica de grace. Uma pena. Deu a sensação de que ficou faltando alguma coisa.

Em vez disso, para fechar com chave de ouro, uma mesa de jantar digna de realeza. me aproximei e vi que os pratos embutiam pequenas telas com fotos e vídeos da grace em eventos sociais, sempre causando, sempre impressionando, sempre sendo muito fina e elegante. Eu não sabia se me deslumbrava mais com aquela mulher fascinante ou com a organização daquela mostra incrível. Me apaixonei!

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